Fisesp cria cartilha incentivando respeito e tolerância na volta às aulas

Da Redação

Após vários meses “confinados” em casa por conta da pandemia do coronavírus, alunos de todo o país estão gradativamente retornando às aulas presenciais. Com a proposta de reduzir a incidência de agressividade entre os jovens por meio de mudanças de normas sociais, práticas e comportamentos, a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) desenvolveu uma cartilha que pode ser usada como um guia de prevenção à violência, e que já foi distribuída para todas as escolas judaicas e movimentos juvenis.

Para a construção desse material foi realizada uma vasta pesquisa entre julho e outubro de 2020, que investigou o perfil de cada escola judaica, quais as percepções sobre o tema violência e como essas escolas já atuam na prevenção desse tipo de conflito.

A iniciativa integra o Comitê de Relacionamentos Saudáveis (que faz parte do Grupo de Empoderamento e Liderança Feminina da Fisesp). Trata-se de um programa de prevenção, baseado em fornecer informações e capacitação aos educadores; instruí-los a detectar situações em que possa existir violência e encorajar esses educadores a desenvolver nos jovens habilidades e ferramentas necessárias para identificar e evitar o abuso psicológico, físico e emocional.

“Constatamos que os adolescentes vítimas de violência, em geral não buscam apoio e ajuda. É necessário que educadores tomem iniciativas para identificar fatores de risco que possam levar crianças e adolescentes a praticarem abusos em relacionamentos, bem como desenvolver iniciativas educacionais que forneçam as ferramentas e habilidades necessárias para que os jovens consigam ter relacionamentos saudáveis no futuro”, explica Vera Bobrow, coordenadora do Programa de Orientação para Relacionamentos Saudáveis da Fisesp.

A cartilha aborda os seguintes tópicos: como identificar um relacionamento abusivo, como um educador deve abordar uma vítima de violência, por que relacionamentos abusivos existem e como orientar os alunos, entre outros temas. Apesar do material ter sido desenvolvido com foco nas escolas judaicas e nos movimentos juvenis, ele pode servir de inspiração para qualquer escola que queira estimular os relacionamentos saudáveis. Além da cartilha, também está sendo desenvolvida uma plataforma que reunirá extenso material sobre relacionamentos saudáveis.

“O momento atual exige que tenhamos mais atenção aos relacionamentos, um olhar fraternal para com os demais e atitudes que possam quebrar a agressividade mútua. Queremos que a vida social dos jovens se desenvolva em um ambiente tranquilo e harmonioso, onde predomine o acolhimento, a solidariedade, a empatia e o compartilhamento”, concluiu Vera.

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