Miriam Vasserman fala sobre a violência contra a mulher

Joel Rechtman - Editor Executivo da TJ

Tribuna Judaica: Como surgiu a ideia da campanha contra a violência doméstica e como tem sido colocado em prática?
Miriam Vasserman: O programa de acolhimento à Vítima de Violência Doméstica foi lançado pelo Grupo de Empoderamento e Liderança Feminina da Fisesp em setembro de 2019 com a campanha “Violência Doméstica Também é um Assunto Judaico”. Agora, em época de pandemia e confinamento, necessitamos intensificar a campanha com vídeos informativos gravados por cinco mulheres que apoiam a causa: Celia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social do Estado de S. Paulo; Joyce Pascowitch, jornalista; Jessica Aronis, modelo; Petria Chaves, jornalista; e Valeria Scarance, promotora do Ministério Público.

TJ: Na pandemia, em que os casos aumentaram, como a mulher que mora com o agressor pode fazer algo para denunciar a violência?
MV: Na pandemia temos o registro em S. Paulo de um aumento de 45% de casos de violência contra a mulher. O programa de acolhimento à vítima de violência doméstica da Fisesp tem uma linha confidencial para atendimento às vítimas: (11) 3088-0024 e também, se for mais conveniente, o e-mail: acolhimento@fisesp.org.br

TJ: Muitas mulheres são vítimas de violência doméstica e muitas vezes não se dão conta. Como levar esta percepção às vítimas?
MV: Muito bem colocado! Além de dar acolhimento às vítimas nosso trabalho, também, é voltado ao esclarecimento do que é e todas as formas existentes de violência doméstica, como por exemplo: agressões verbais, crises de ciúmes, ameaças, abusos emocionais, xingamentos, críticas destrutivas, humilhações e constrangimentos recorrentes são algumas dessas violências sofridas pelas mulheres. Mas também há outros tipos, como: violência patrimonial, com o controle do dinheiro – não permitindo que a mulher se torne independente -, a sexual e a física.

TJ: Como a campanha tem sido divulgada e recebida dentro da comunidade?
MV: Nossa divulgação está voltada às redes sociais, mídias eletrônica e impressa. Os mini vídeos falam de mulher para mulher. A campanha detalha o programa de Acolhimento da Vítima de Violência Doméstica da Fisesp e também é instrutiva, exemplificando as diversas formas de violência contra mulher.

TJ: Quantos casos já foram computados pelo projeto e quantos atendimentos são feitos em média por mês?
MV: Temos atendido diversos casos, mas o mais importante é relatar que damos o acompanhamento às mulheres que nos procuram, desde o primeiro telefonema, de forma individualizada, absolutamente sigilosa e sem julgamentos. Não só as acolhemos como, quando necessário, encaminhamos para profissionais especializados de nossa rede como, assistentes sociais, psicólogas, psiquiatras, advogadas e mediadoras. Também utilizamos nossas instituições comunitárias que abrem suas portas para o programa.

Powered by WP Bannerize

Powered by WP Bannerize

Powered by WP Bannerize

Powered by WP Bannerize

Powered by WP Bannerize