Agência Judaica: Feira de Oportunidades em Israel 2020

Desirée Suslick - Especial para a TJ

Israel está no radar de quem pensa em recomeçar a vida em outro país, pelas mais diversas razões, entre as quais, maior segurança urbana, novas oportunidades profissionais, crise econômica, qualidade de vida. A constatação é da Agência Judaica, segundo a qual, em junho último, houve um aumento significativo de 116% na abertura de pastas de imigração da América Latina em comparação com o mesmo mês no ano passado. Desde o início de março, cerca de 140 brasileiros aterrissaram em solo israelense. Entre os interessados, no entanto, um denominador comum: profundo sentimento sionista. Entre as razões para as pessoas fazerem aliá, está a ajuda oferecida pelo Estado de Israel aos novos imigrantes.

Outro dado significativo dessa tendência foi a participação na Feira de Oportunidades em Israel 2020 promovida pela Agência Judaica em parceria com o Ministério de Imigração e Absorção, Ofek Israel: cerca de 2.400 pessoas visitaram a feira e mais de 7.000 foram expostas à informação. A feira on-line foi considerada pelos organizadores a maior de todos os tempos já realizada no Brasil, principalmente pela plataforma digital que permitiu que visitantes de diversas partes do país participassem do evento.

O evento virtual, em função das restrições impostas pela atual situação da saúde, contou com a participação de profissionais de diferentes áreas da Agência Judaica, de representantes de prefeituras e órgãos governamentais, especialistas nas áreas de imigração (aliá) e absorção, profissionais de saúde e educação, mercado de trabalho, empreendedorismo, organizações de voluntários, entre outros. Entre os palestrantes, brasileiros de perfis diferenciados que passaram pela vivência da aliá, alguns com suas famílias, outros sozinhos e que estão hoje totalmente integrados à sociedade israelense.

Vários painéis foram realizados ao longo do dia, cada um focado em um aspecto da grande mudança que implica reconstruir a vida em Israel, um processo detalhado que começa com a abertura de pasta na central de atendimento Global Center da Agência Judaica em Jerusalém. Um processo não apenas burocrático, mas que tem como objetivo conhecer e compreender as razões dos interessados. Um dos primeiros tópicos abordados foi esclarecer quem pode se beneficiar da Lei do Retorno, definida em 1950 pelo movimento sionista. Este é, também, um dos primeiros pontos esclarecidos aos interessados em abrir pasta. Segundo esta lei todo judeu tem direito de emigrar para Israel e ter nacionalidade e benefícios, agregando cônjuges, filhos, netos – até a terceira geração.

Números impressionantes

Em maio deste ano, 119 brasileiros abriram pastas para aliá, em comparação com 96 pessoas em maio de 2019 (um aumento de 24%), enquanto em junho, foram abertas 123 pastas em comparação com 65 em junho do ano passado – um aumento de 89%. Considerando-se a América Latina como um todo, em junho, 632 pessoas solicitaram a abertura de pasta, quando em junho de 2019 este número somou 293. Desde o início do ano, aproximadamente 240 brasileiros chegaram a Israel, metade dos quais durante a crise da Covid 19. E mais 25 desembarcariam no país na noite de 26 de julho, com a ajuda da Agência Judaica e da Friendship Foundation, seguindo todas as recomendações das autoridades sanitárias israelenses, começando com o período obrigatório de 14 dias de quarentena.

A comunidade judaica brasileira tem cerca de 93 mil membros divididos em 14 grandes comunidades em todo o país, além de algumas pequenas, sendo a maior delas em São Paulo, seguida pelo Rio. “É uma comunidade sionista calorosa, com laços estreitos com Israel, com várias centenas de membros imigrando para Israel todos os anos. A presença brasileira é marcante no país desde a independência. Os imigrantes que chegaram desde o início da crise da Covid 19, planejaram sua aliá antes mesmo do início da pandemia, deixaram empregos e venderam suas casas para construir seu lar e o futuro de seus filhos. Eles fazem esta mudança munidos de um forte sentimento de pertencimento e um desejo de contribuir com Israel”, disse o presidente da Agência Judaica, Yitzhak Herzog.

Powered by WP Bannerize

Powered by WP Bannerize

Powered by WP Bannerize

Powered by WP Bannerize

Powered by WP Bannerize