O mundo atravessa um período nunca antes vivido. Essa doença invisível e altamente contagiosa chegou de repente e muito rapidamente mudou o planeta. Isolamento, crises econômicas gravíssimas, desemprego, medo, fake news são algumas das consequências que estamos enfrentando e não sabemos exatamente quando tudo isso irá acabar.
Israel, como todos os outros países, também enfrenta o coronavírus, porém foi um dos primeiros a fechar os portões para a entrada de estrangeiros, exceto os olim, novos imigrantes judeus, que continuam a chegar, também em épocas de crise.
Apesar das dificuldades financeiras e administrativas, o país continuou a recebê-los da mesma maneira, oferecendo os mesmos direitos habituais de uma aliá, além de algumas outras adaptações como um isolamento de 14 dias em um hotel com todas as refeições inclusas.
No dia 17 de maio de 2020, dezenove olim saíram do Brasil em direção ao sonho de viver em um país judeu. Foram recebidos no aeroporto com todas as medidas de segurança exigidas e levados para o hotel onde cumpriram a quarentena.
“A nossa Aliá estava aprovada quando veio a pandemia e o sonho teve que ser adiado. Em meados de junho, surgiu oportunidade de embarcarmos. Ficamos em dúvida em relação ao risco de fazer uma viagem internacional em plena pandemia, no entanto, decidimos seguir em frente. Ao desembarcarmos no aeroporto Ben Gurion fomos surpreendidos! Uma equipe de profissionais, voluntários e de membros do exército estavam à nossa espera para nos ajudar com os primeiros passos, tudo muito bem organizado. Embora todos estivessem de máscaras, ao nos desejarem boas vindas – “Bruchim habaim” – o sorriso transparecia. É indescritível a sensação de estarmos voltando para casa. A maior parte do grupo seguiu para um hotel, para fazer a quarentena obrigatória, mas nós só soubemos qual seria ao chegarmos. Estávamos apreensivos, pois não tínhamos noção de como moraríamos nos próximos 14 dias. Novamente nossas expectativas foram superadas, os quartos eram muito bons e diariamente eram nos servidas três refeições, que sentíamos que eram feitas com muita dedicação.
Todos os dias recebíamos uma ligação de uma pessoa do exército para saber se estávamos bem. Dava para sentir que não era uma ação automática, era gente cuidando de gente. Nos sentimos muito bem acolhidos. Após a quarentena, fomos fazer a nossa “Tehudat zehut” (identidade israelense). Ao final agradeci a atendente pela paciência. Com muita simpatia, ela nos parabenizou pela Aliá e disse: “Por aqui vocês terão muitos desafios, mas tenham a certeza que vocês escolheram o melhor país para se viver.” O que nos espera é sempre uma incógnita, mas se espelharem os nossos primeiros dias e todo o suporte que temos recebido, com certeza teremos um futuro promissor”.
Esse foi o depoimento da Renata Chame que viajou para Israel no dia 17 de maio de 2020 junto com a sua família.
O país está preparado e quer receber todos os judeus que desejam viver em Israel.
E como fala a canção “O nosso coração é um só desde sempre e para sempre. Porque a corrente nunca será interrompida”.
Mesmo em tempos de crise.